benett-o-matic
BLOG DE CHARGES
Quinta-feira, Março 30
Comments: ZongoNews
Tem texto sobre a Zongo no Universo HQ ( www.universohq.com.br ) com um banner na capa e tudo o mais. E na Wizard deste mes, tambem sai alguma coisa sobre esta singela pubicaçao chamada...Zongo.
Zongo Comix, voce nao gosta, mas a tua filha gosta.
Para "ver" a Zongo
http://www.patodelaranja.com/colunistas/benett/zongo01.shtml
New Kids on the Blogs
Mais cartunistas blogando. Tiago "El Tiago" Recchia, pai, autor, criador, tutano, e possivelmente um dos Los 3 Inimigos -ele nao revela qual...- estah com este endereço:
http://tiagorecchia.blog.uol.com.br
Vao lah, cartuns, tiras, textos, charges...enfim, tudo o que vc gostaria de saber sobre humor mas tinha medo de perguntar...ou nao soube articular as palavras.
TiraZongo
Esta foi colorida especialmente para a materia que saiu no JOrnal do Estado, aqui de Curitiba.
Vagaranhas
Alias, tem surgido alguns novos blogs de humor, com outro formato, com cartuns, charges e...mulheres nuas!!! Acho que isso começou com o Ota (www.ota.com.br), depois o Don Suelda tem colocado umas Sharapovas no blog dele (www.cartunistasolda.blogspot.com) e, dia desses, vi o blog do cartunista argentino Crist (www.lapasiondecrist.blogspot.com), forrado de gostosas...peitos, seios, coxas...nao que eu ache ruim, muito pelo contrario, mas sujar os pelos da mao com nanquim nao eh lah muito agradavel...pelo menos minha experiencia nao foi das melhores...
Go, Johnny go, Go
01
É impressao minha ou os Mutantes vao voltar, sem a Rita Lee nos vocais, mas com os irmaos Dias juntos novamente numa pessoa só? Eu nao tava muito em condiçoes de compreender o que a mulher do telejornal falou, mas acho que entendi isso. Bem...nós sabemos o que aconteceu quando algumas bandas tentaram voltar. Sex Pistols, Kiss...espero que eles se limitem a tocar as musicas antigas, porque...bem, falaram tanto do novo disco do Arnaldo Baptista e...honestamente? Dá um tempo...
02
Típica coisa de país de 3º Mundo: narrar a ida do astronauta brasileiro ao espaço! Mostrar a família as lagrimas, o Gilberto Barros berrando como se fosse final de copa do mundo...ah, da um tempo! Seerio, fiquei com a impressão de que aquela merda ia explodir...Isso eh que é um pais sem porra nenhuma do que se orgulhar...Pior do que isso só os bananas na Olimpíada de Inverno fazendo fiasco...
I think a dumb
...mais tiras do estilo "salmonelas bizarro".
01
02
Quinta-feira, Março 23
Comments: Na Zonga da milonga do cabuleteh...
Se pah, eh...
Leiam hoje, no Jornal do Estado, mais uma matéria sobre a Zongo. Continuo a vender exemplares pelo e-mail: benett74@uol.com.br
BigBabe
Monstro
Keep on tha movin
ZONGO COMIX: 10 anos publicando textos que não dizem a que vieram:>)
Good Morning blues
Folha de S.Paulo
QUADRINHOS
Revista lançada pelo paranaense Benett tem colaboração dos cartunistas Jean, André Dahmer e Arnaldo Branco
"Zongo" tenta reviver tradição do humor
MARCO AURÉLIO CANÔNICO
DA REPORTAGEM LOCAL
De tempos em tempos, alguns destemidos (ou desajuizados, dependendo do ponto de vista) tentam vencer a barreira que divide os cartunistas entre aqueles que só desenham e aqueles que desenham e conseguem publicar.
O mais novo representante dessa leva é o paranaense Alberto Benett, que lançou a "Zongo Comix", revista de humor e quadrinhos nos moldes das finadas "Chiclete com Banana" e "Casseta & Planeta" -ou seja, o cartunista quer seguir os passos de gigantes, e gigantes que já tombaram.
Benett tem noção das dificuldades: "...Num país de analfabetos funcionais, quadrinistas funcionais e mercados editoriais que não funcionam, lançar uma revista equivale a marcar um gol em final de Copa do Mundo", diz ele no editorial do primeiro número.
Para marcar seu gol, ele convocou a nova geração de "artilheiros" dos quadrinhos, gente como os cartunistas Jean (colaborador da Folha), André Dahmer (autor dos hilários "Malvados") e Arnaldo Branco -outro herói da resistência, com sua revista "F."-, que colaborou na criação do personagem Super Loser.
A nova revista -vendida em lojas especializadas de Curitiba, Rio e São Paulo, e pelo site www.zon gocomix.com- é uma mistura de idéias que ainda pode ser melhor desenvolvida, principalmente na parte dos textos.
Mesmo desconsiderando os erros de português, há uma entrevista à la "Pasquim" (vários entrevistadores, um clima informal e muitos palavrões) em que o formato não funciona bem, alguns textos humorísticos que também não dizem a que vieram e uma espécie de blog em papel -com foto de mulher pelada, artifício que o "Casseta" também usava muito.
O forte da "Zongo" são mesmo as tirinhas e os cartuns. Além da ironia arrasadora dos girassóis da ótima tirinha "Malvados", de André Dahmer, a revista apresenta a personagem "Vó", onde Jean exercita um humor agridoce ao contar as desventuras de uma viúva extremamente religiosa, triste e solitária. O colaborador da Folha também tem duas páginas dedicadas à seus cartuns.
O editor, redator e faz-tudo Benett também entra com seus personagens, como o "Monstro", as "Salmonelas" e a tirinha "Memórias de um Vira-Lata", todos oriundos de seu blog, www.be nett-o-matic.blogger.com.br, que é também a origem da revista.
"Essa revista surgiu de um blog, fiz toda ela em casa, no meu computador. Nunca vi o Jean ou o Dahmer pessoalmente (...). É assim hoje em dia (...), o computador nos conecta com o mundo, não com a realidade", explica.
A produção descomplicada deve ser o trunfo para a continuidade da "Zongo Comix": Benett planeja lançar mais três edições neste ano, dependendo "do nosso alcance financeiro", diz.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2703200616.htm
Matchbox blues
ZONGO COMIX: 10 anos oferecendo chicletes sabor bife!
Dynamite
"Sem grana para comprar lanche na escola, sem amigos de verdade, sem namorada, desprezado pelas meninas, roupa sem graça, cabelo sem graça, não sabe contar piadas, péssimo em qualquer esporte, espinhas espocando na cara, morando longe, tipo físico ideal para chacotas, sem carro, sem diversão, apanhando dos mais fortes, mãe dominadora, pai ausente, feio, sem vida pessoal, sem sexo, sem drogas, sem rock ¿n¿ roll, existência inútil e prestes a entrar em colapso. Não fique triste! A Zongo Comix está aqui para ajudá-lo a fugir da realidade".
Este é o cartão de visita da Zongo Comix, revista de quadrinhos e humor recém editada pelo cartunista paranaense Benett, 32. Lançada pela Travessa dos Editores, de Curitiba, as 56 páginas da revista são a materialização de um idéia que foi alimentada pelo cartunista nos últimos cinco anos na Internet no www.benett-o-matic.blogger.com.br, blog de humor que foi apontado pelo jornal Folha de S. Paulo como um dos melhores do país. E não é para menos. Dono de um humor afiado, Benett - que em 2005 faturou o 1º lugar na categoria "Tiras" do Salão Internacional do Humor de Piracicaba - é do tipo que consegue provocar a ira dos mais recatados com a mesma facilidade com que faz crescer cada vez mais o número de visitantes de seu blog.
Uma de suas maiores encrencas aconteceu ainda quando cursava a faculdade de Jornalismo, em Ponta Grossa (interior do Paraná), no final dos anos 90. Na ocasião, foi processado pelo prefeito da cidade, descontente com algumas charges publicadas em sua "homenagem" no jornal Diário dos Campos. A ousadia e o talento acabaram valendo um convite para trabalhar no extinto jornal Primeira Hora da capital paranaense. Logo depois, passou a ser publicado pelo jornal Gazeta do Povo, o maior do Paraná, onde atua até hoje brindando os leitores com suas charges e tiras.
Benett, que é fã de Schulz, Angeli, Woody Allen, Adão e Matt Groening, concorda que a Zongo Comix - que conta com a colaboração de outros destaques da nova geração de cartunistas do país como Jean Galvão, André Dahmer e Arnaldo Branco - pode ser encarada como um revival das clássicas revistas em quadrinhos dos anos 80, como Geraldão e Chiclete com Banana.
A revista, que deve ter três ou quatro edições anuais, está sendo vendida em Curitiba nas livrarias Itiban e em breve deve chegar também em comic-shops de São Paulo e Rio de Janeiro. "Mas a idéia é vendê-la majoritariamente pela Internet. Afinal, se da Internet viemos, à Internet voltaremos", profetiza Benett, que atende os pedidos pelo e-mail benett74@uol.com.br.
"Tudo bem, não temos o mesmo atrativo da Bruna Surfistinha, mas nossos princípios são basicamente os mesmos: nos prostituímos a maior parte do dia e, nas horas vagas, relatamos como foi isso nos mais sórdidos detalhes. Claro, nossa prostituição não é necessariamente carnal, mas dói do mesmo jeito", afirma o editor da Zongo Comix.
A Pinhead bateu um papo por e-mail com Benett. Mostrando que não só é talentoso nos desenhos, mas também nas palavras, na entrevista abaixo ele sentencia: "o trunfo do humor é ridicularizar quem se pretende magnânimo". Ainda sobrou um tempo para falar de assuntos como as diferenças entre as gerações de cartunistas dos anos 70/80 e a atual e, é claro, de seios, a sua maior paixão! (...)
Uma grande parte dos novos cartunistas brasileiros foi influenciada pelas revistas do Angeli, Laerte, Adão... publicadas nos 80. Também têm influências do Pasquim, da época brava da ditadura. O que a atual geração tem de diferente a oferecer? Existe algum compromisso ideológico, político ou o humor de hoje é mais livre para circular pelos mais diversos temas?
Mas o humor de hoje é tão político quanto o dos anos 80 e 70. O Capitão Presença, do Arnaldo Branco, que é dessa "nova geração", é extremamente ideológico, libertário. Há um discurso político bem claro. O personagem não só discute a legalização da maconha, ele é uma bandeira. Maconha é cultura! A própria Zongo é uma revista que contém muita violência nas tiras, e isso é reflexo de algo, não? No fundo acho que somos rancorosos. Não poderia ser de outra maneira, sabendo que nosso talento é inversamente proporcional à nossa conta bancária. O que temos de diferente a oferecer? Não tenho a menor idéia... Chicletes sabor bife?
Muitos dos seus personagens são losers completos. Alguns, segundo parecem, carregam muitos elementos autobiográficos. Dá para se considerar um loser publicando diariamente num dos principais jornais do país, em sites, publicando revista? Quero dizer, acho que você se deu bem num mercado bastante restrito... Pelo menos não precisa alimentar macacos no zoológico para completar a sua renda mensal...
É, mas volta e meia eu vou ao zoológico pra ser alimentado¿ Eu não me considero um loser¿ hoje. Mas já estive no "bico do urubu". Se não fosse por uma decisão acertada de cursar jornalismo, não sei¿ Eu sei bem o que é ser um perdedor porque¿ Eu me lembro exatamente as primeiras palavras que pronunciei na vida: foram "me tirem daqui"! Sou de classe-média baixa, lar destruído, essas coisas que tornam a vida um desafio mais interessante. Ser loser é uma sensação. Você falou de eu ter uma revista, publicar num grande jornal... Mas eu sou um cara resignado: sei que não terei nem fama, nem sucesso nem fortuna, como um "hitman" dos cartuns. Como Johnny Ramone, encaro tudo como "um emprego normal".
Qual é o seu personagem preferido e por quê?
Não sei, talvez o piazinho do Memórias de um Vira-Lata. Me sinto à vontade fazendo aquele tipo de humor, com raízes declaradas de Woody Allen e muito semelhante ao seriado novo escrito pelo Chris Rock. Acho que este seria meu legado para a humanidade, se eu ao menos soubesse o que é legado. Não sei o que é legado... Não sei o que é legado¿
Qual a influência da música no seu trabalho? Volta e meia você costuma citar letras de músicas e cantores nas suas tiras e textos. Agora, por exemplo, está na fase Leadbelly...
Ah, o Leadbelly faz parte de minha história. Eu ouvia isso quando tinha 15, 16 anos, enquanto todo mundo ouvia Nirvana e Pearl Jam. Só lá pelos 20 fui ouvir Nirvana. Mas, enfim, gosto das histórias que envolvem estes personagens da música. Eu amava um livro chamado "Combo - Oito Histórias do Jazz" porque contava a vida fodida da Billie Holiday, Charlie Christian, Louis Armastrong. Eu e um amigo meu, o Victor Folquening, colecionávamos vinis de blues e jaza. Mas você sabe, para chegar estes discos em Ponta Grossa, em 89, 90... Era mais fácil a gente pegar clorose do que conseguir um disco do Howlin Wolf. Até foi bom, porque não teríamos dinheiro para comprar, de qualquer maneira.
http://www.dynamite.com.br/portal/colunas.cfm
Scream and scream again
A saga do MONSTRO continua...
É tempo de amar
Além do horizonte, existe um lugar...segue pelas curvas da estrada de santos, dobra a esquerda, é ali. No BRASILMANIA - hoje - a partir das 20h. Entrada, 4 pilas. Um motivo a mais pra reunir os amigos...
FAICHECLERES play's...ROBERTO CARLOS. Mas só as músicas mais brasa, mora?
Guentando a oia
Entrevista para a Dynamite. Por Cristiano Viteck:
1)Como está a repercussão da Zongo?
Incrível, muito além de minhas expectativas. O formato e o acabamento da revista quebraram qualquer resistência que o leitor poderia ter quanto ao conteúdo. A revista ficou visualmente linda e muito engraçada. Acho que até o Karol Wojtila teria espasmos de tanto rir. Bem, ele teria espasmos de qualquer maneira, enfim...
8)Como você começou a desenhar?
Eu tinha duas opções: desenhar ou virar autista. Devia ter virado autista, é menos aborrecido do que ser artista. Não posso dizer que sou artista como também não posso dizer que não sou autista, o que não significa que um autista não possa ser um artista ou um autista não possa ser um autista, a não ser que ele escreva "altista", porque aí nesse caso ele terá sido um mongolóide. E não adianta dizer que isso é uma "aliteração autística" porque eu não caio nessa.
Querem ler o resto desta entrevista? Amanhã, no site da revista Dynamite, mais precisamente na
coluna PINHEAD: http://www.dynamite.com.br/portal/colunas.cfm
Salmonellas Bizarro
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Terça-feira, Março 21
Comments:
ZONGO, uma revista com colhões!
A única revista com coragem suficiente de publicar um erro de português na capa! Nem a Veja, nem a Carta Capital, nem a Caros Amigos. Só a Zongo tem colhões pra isso!
Eu ia mandar um exemplar para o Millôr, mas fiquei com vergonha. Bem, bolei esse slogan, pra tentar corrigir a merda. Leitores, escrevam nessa caixa de comentário -se forem a fim e não tiverem nada mais importante pra fazer- o que vocês acharam da revista. Vou publicar tudo, na íntegra, na próxima Zongo. Os palavrões estão liberados...
Com quantas tiras se faz um chinelão
O Punkadinha, versão 2006.
B-Side
Uma ilustra não publicada para uma matérias sobre blogs!

Comments: Mr.Preza
O Arnaldo Branco (http://www.gardel.org/mauhumor) não tá lançando um simples livro do Capitão Presença. Ele tá lançando um acontecimento cultural, um movimento estilo "baderna", tá ligado? Fantastico, um personagem assim vai alem das fronteiras dos quadrinhos. Seduz leitores que nunca sequer tiveram contato com quadrinhos, e isso eh muito "bah, tri-afudeh" como dizem uns amigos meus.
Leiam aqui, no blog do Dahmer, no link Malvado News: http://www.malvados.com.br/
O proximo passo eh o filme (ou desenho animado) do Capitao.
Nao vejo mais as pessoas perguntando "cade a nova geraçao de quadrinistas do Brasil"?. Here, there and everywhere. Soh nao ve quem nao quer. Ou seja, alguns donos de editoras e editores de cadernos de cultura de grandes jornais. Mas, pensando bem..."grandes jornais" quer dizer o que, exatamente? O melhor "grande jornal" que conheço eh a internet. Soh que eles pagam mal, pra nao variar. Segue uma tira genial -pra nao variar!- do White Arnie.
PS. Voces devem ter reparado que, as vezes, ponho link de sites, as vezes simplesmente digito o endereço dos caras. Na real, o que acontece eh que, dependendo do navegador que uso, nao consigo linkar nem sublinhar nem fazer porra nenhuma, exceto "postar&publicar". Por exemplo, agora estou usando o Internet Explorer, e ele nao me permite acentuar as palavras. Quando uso o Safari, consigo acentuar as palavras, mas nao consigo "postar&publicar". O Netscape nao me permite nem ir ao banheiro. E outra, soh consigo linkar os endereços quando nao estou no Mac, mas sim no PC. Como nao tenho as manhas de resolver estas merdas, fica assim mesmo. Depois arrumo. Bah, depois, sempre depois...Benett, voce devia ter vergonha na cara. Ei, perai. A gente nao vai ficar discutindo aqui, em publico. A gente vai sim. Nao, nao vai. Nao me enche o saco, vai se fuder!... Viram? Alem disso tenho que aguentar minha dupla personalidade...
(Bntt)
Sexta-feira, Março 17
Comments: Ei...aualizei o blog de charges. Clica ali em cima, no link azul...
Poor Boy
Tenho um vinil de capa verde, do nosso amigo e assassino Leadbelly, com uma linda música chamada Poor Boy. Eu ouvia isso, há uns 15 anos, e ficava vendo um vídeo raro dele, tocando guitarra de 700 cordas. A imagem desgraçadamente colorizada por computador não tirava aquele clima de "moro num lugar mais triste do que a gaveta de calcinhas de sua avó". E pensava, um dia vou fazer um cover dessa música. Depois eu pensava...pra quê? Minha vida já é uma merda e não preciso ficar lembrando disso". Mas, claro, minha vida era uma merda, mas não uma merda igual a do Leadbelly, possivelmente o "poor boy" da música. Então eu pensei em fazer uma cover de "Green Corn", mas daí eu me lembrei que eu não sou um milho verde, não gosto de milho verde e muito menos me lembro de um dia ter comido milho verde, então não faz sentido eu falar sobre isso. Aliás, como não faz sentido isso tudo o que estou falando e...bem, vocês sabem, hoje ouço "Poor Boy" e penso no Memórias de um vira-lata...Poor Boy é a trilha sonora desta tirinha (mesmo eu não sendo um cowboy!).
01
02
Quando volto das férias tenho dificuldades em "engrenar" nos desenhos, nas piadas...vocês devem ter percebido logo.
Benett
PS. Leadbelly realmente me comove...pensem em preciosidades como "John Hardy" e "Brig me water, Silvy" e me digam se a vida não vale a pena só por isso?
PS2. Eu sei que a vida não vale a pena só por isso.
PS3. A vida só vale a pena se tiver um par de seios facilmente a mão, em quaisquer circunstâncias.
PS4. Para os mais novos, Leadbelly é o autor da última música do Nirvana Unplugged, Where did you sleep last night.
Sábado, Março 11
Comments: Memórias de um vira-lata 01
Vá enxugar o peixe
Para vcs que vêm aqui atrás de alguma atualização não perderem a viagem. Isto é muito estúpido. Mas engraçado...Dica do Matias Peruyera.
Notícias Locais
Amigos, estou realmente sem tempo de atualizar esta bagaça. Mas, olha soh, posso contar algumas novidades que certamente vao interessar a todos:
1-Economia
Comprei uma torradeira. 70 pilas! Na verdade ganhei de minha avo, a Dona Odilia. Como pude ficar tanto tempo sem uma torradeira? Ela sao incriveis, faceis, otimas. Pra ficarem perfeitas, so precisam ter um par de seios e dizer "eu te amo"!
2-Visual
Cortei meu cabelo. Sim, por debaixo deste bone imundo eu tenho cabelo. Sou eu mesmo quem corta. Mas bem de vez em quando. Fez uma sujeira imensa no banheiro e, como o aspirador de po estragou, tive de varrer e foi um caos...chao umido, cabelos, larvas de piolho...Bem, o importante e que acertei os lados e o topo da cabeça nao ficou taaaao maior que o resto. Ah sim, e me livrei dos mullets que eu tinha na parte da frente da cabeça.
3-Moda
Nao troquei de meias. Ah, meus amigos...eu sempre esqueço de trocar de meias -apesar de trocar de cueca diariamente. Faz uma semana que estou com o mesmo par de meias, mas prometo trocar ate domingo. Minha namorada vive insistindo, mas eu nao consigo: as meias grudam nos pes, como a gaze gruda no ferimento. Quando vou na pedicure tirar as cuticulas, peço pra ela tirar as meias, tambem. Com alicate e maçarico.
4-Literatura
Terminei de ler a biografia de DeeDee Ramone e "Atire no Pianista" e agora estou lendo -antes da minha namorada, que eh dona do livro- Paddy Clarke HaHaHa. Bom, muito bom. Eu queria ser irlandes e comer uns muffins, mas os muffins eu fiquei com vontade de comer agora. Nao que muffins e a Irlanda tenha alguma coisa a ver uma com a outra...
Mais notícias, a qualquer momento ou no proximo milênio. O que vier primeiro (essa eh velha!).
Memórias de um vira-lata 02
Benett
Terça-feira, Março 7
Comments: Paddy Clarke Ha Ha Ha
Gosto do Monstro e, recentemente, me obriguei a desenhar algumas tiras. Desenhar personagem autobiográfico é bom, mas é fácil demais. Quero provar a mim mesmo que consigo levar adiante um personagem...vamos ver. Dou duas semanas pra ele...
ZongoNews
Descolei mais 50 exemplares para vender pelo blog. A partir de amanha, teremos a Zongo para vender tambem na Itiban!
para comprar: benett74@uol.com.br
Segunda-feira, Março 6
Comments: Fala que eu te escuto
Bem, vou publicar alguns imeios que tenho recebido sobre a Zongo, se vocês não se importam. Parece a síndrome do "Autismo MTV" isso de ficar falando apenas de seus próprios produtos, sem ao menos tomar conhecimento de que existe um mundo que não gira ao redor de seu umbigo. Mas...quem se importa?
Este imeio foi mandado pelo Cristian, hoje. As respostas estão em itálico:
"iae, benett! tudo certo?"
Tamos aí, bruguis...
"minha zongo chegou ontem (sexta)! po, fodona a revista, cara... muito
boa mesmo. o papel é legal, o formato é certinho, o conteudo é
ducaralho.. enfim, coisa fina.
e, claro, os brindes! muito bacana o cd - nao conhecia quase nada e,
sabe como é, prazer em conhecer -, e bem legal o desenho. =)"
Como diriam os da Máfia, "que seu primeiro filho seja um menino"...
"claro que nao acabei a dita cuja inteira ainda, mas ja li mais da metade
e posso dizer... valeu cada centavo (e convenhamos que nao foram
poucos), e quando sair a segunda ediçao pode reservar uma pra mim."
Não se preocupe. Vc ficará sabendo...
"algumas duvidas ficaram no ar: as paginas 48 e 49 eram pra ser de cabeça
pra baixo mesmo? o "monstrinho" dos cantos das paginas de abertura do
monstro (10 e 11) por acaso é o lulu santos?"
Já disseram que aquela figura era o "Lula Santos empalhado". É, parece mesmo com o Lulu Santos. Mas, convenhamos, eu jamais colocaria o Lulu santos na minha revista, a não ser que fosse para sacaneá-lo. Aquele, na verdade, é o Mr. Hyde. Ah, e as páginas 48/49 são invertidas mesmo. E o vermelho da capa tem uma história interessante. Antes da gráfica começar a imprimir a capa, derramei um vidrinho de sangue tirado na hora, da minha mão esquerda. Só pra ficar igual ao gibi #1 do Kiss
"os desenhos das paginas "zongo? whatta fucking hell?" sao todos do jean?
(o traço é bem diferente de outras coisas dele..)"
São. O Jean mandou um monte de desenhinhos daquele, que vamos usar nas próximas edições também. Teve grande audiência entre os punheteiros.
"é isso, benett. curti pra caralho a revista, pra mim ela e a f. sao o
que ha de melhor em termos de quadrinhos nacionais no momento (pelo
menos das coisas que eu conheço..). parabens, cara, fizeste um trabalho
ducaralho."
Minha mãe disse a mesma coisa. Mas ela falou que a F. é melhor.
abraço, =)
christian
Ow...com abraço é mais caro.
Quarta-feira, Março 1
Comments: Ahn...uma entrevista que está na última edição da revista Idéias. Não liguem, eu falei muita merda, algumas coisas meio óbvias e outras pretensiosas...sei lá, acho que esse negócio de entrevista não é comigo.
Tocando o céu com as mãos
Marcio Renato dos Santos
Há quem diga que o melhor dos jornais, e das revistas, não são as manchetes, nem as reportagens, nem as cartas dos leitores, mas as seções de humor. Há aqueles que compram um jornal apenas para ver e rir com as tirinhas e as charges. E, sinceramente, pergunte por aí: há quem diga que um dos momentos mais interessantes do jornal Gazeta do Povo é a tira Salmonelas, de autoria de Benett.
Benett - na realidade, Alberto Benett de Macedo, 31 anos - é apontado por colegas de atuação, pela crítica e por leitores e leitoras, como um dos craques do desenho e do humor. Ano passado, venceu o Salão de Humor de Piracicaba, o principal evento do gênero no Brasil. No entanto, ele garante que não sabe desenhar. "Meu desenho é tosco". Para Benett, antes do desenho vem o humor. ¿O que me interessa não é o desenho, mas o que é engraçado: o humor". E como Alberto Benett de Macedo define isso que vem a ser humor? "Humor é uma coisa engraçada, uma coisa inusitada, algo que faz você tocar o céu com as mãos por alguns segundos. A única coisa que se compara ao orgasmo é uma gargalhada".
E, realmente, em sua atuação diária - seja na tira Salmonelas ou em ilustrações espalhadas pelas páginas da Gazeta do Povo - Benett toca o céu com as mãos e faz o leitor e a leitora também tocarem o céu com as mãos: seu traço já inconfundível é o meio de difundir humor que faz pensar. "Na verdade, coloco a minha alma ali, meu ponto de vista, minhas idéias, enfim, meu humor. Meu desenho é um convite para que o leitor acompanhe meu raciocínio e encontre uma visão de mundo".
Benett concedeu entrevista exclusiva à revista Idéias em um estabelecimento comercial da Rua XV, quase esquina com a Mariano Torres, próximo do prédio em que vive, na região central de Curitiba. Revelou como e por que começou a desenhar. Comentou a tumultuada passagem pelo Diário dos Campos, de Ponta Grossa, sua cidade natal - para onde não quer voltar nem morto. E também explicou de que forma surgiu a revista Zongo Comix, que tem o selo da Travessa dos Editores ¿ já disponível em bancas, livrarias e outros pontos de comércio.
Ele, geralmente, se veste com camiseta sem estampa, calça jeans, tênis e boné. Não usa relógio nem celular. Odeia andar de ônibus. Não gosta de carnaval. E passa mal nas férias. "Férias sempre é um problema por não ter de estar desenhando. A vida é doce mas sou diabético". Ao invés de quadrinhos, lê, sistematicamente, obras literárias. "Quadrinhos me entediam". Declara se sentir um fracassado e analisa que os seus personagens também fracassam. Mas, profissionalmente, atua no mais importante jornal do Paraná ¿ além de ser constantemente contratado para trabalhos free lancer, seja para ilustrar livros, ou, como agora, por exemplo, para produzir graficamente o próximo álbum e o videoclipe da banda Pelebrói não sei.
Benett, ao contrário do que se possa vir a imaginar, não representa o papel do humorista em plantão permanente. Sua bossa é diferenciada. Define a vida como uma roleta russa. Ouve soul music. Só não come sushi e bucho. E, para ele, o dia perfeito começaria com uma notícia no rádio: a banda KLB não existe mais.
Você já afirmou que, no seu caso, o desenho é uma forma de materializar uma piada. O que vem antes: a piada ou o desenho?
Benett: - Chamar os rabiscos toscos que faço de desenho já é uma espécie de piada. Isto acaba sendo indissociável. Sempre desenhei. Meus irmãos desenham. Meu avô desenhava. Aliás, todos desenham melhor que eu. Porém, aos quatro anos, ganhei um concurso de desenho no Colégio Marista Pio XII, em Ponta Grossa. E o curioso é que os desenhos sempre enveredavam para o humor. Lembro que meu primeiro personagem era um cara que, quando alguém falava "pois é" perto dele, sua cabeça começava a crescer, inchar, e não parava mais. Era incrivelmente absurdo porque as histórias não tinham nenhum sentido. E giravam em torno dessa expectativa de, em algum momento, alguém falar "pois é" e a cabeça dele inchar infinitamente. Eu tinha uns oito ou dez anos. Agora, não sou um piadista. Pessoalmente, não sou engraçado porque, em geral, estou deprimido ou entediado ou mesmo num transe autista, jogando paciência com meus demônios interiores. O máximo que consigo fazer de humor são comentários irônicos ou então tirar sarro de uma pessoa com personalidade mais fraca.
(continua...)
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